• Dora de Almeida Prado

The art of listening to our(inner)selves

Eng/ Port / Esp


The thing about a pilgrimage is that it is very personal to each one doing it. As I was walking Camino de Santiago de Compostela, I learned that “there is not A Camino, but YOUR Camino” – and for me, it was a perfect metaphor of life.

As I hiked, I experienced challenges and little miracles, just as it happens along our lives, except in a more intensive and condensed way. Obstacles, joy, sadness, tiredness.

All those experiences have taught me valuable lessons.

The first lesson I learned was to remember to keep checking in with my(inner)self, and reassess if what I am doing is really what I need at that precise moment - or am I reacting to my fears – or responding to external expectations?

One thing I need to tell you is that, for as long I can remember, I had this dream of walking the Camino, and always thought I was going to do it together with someone, but when the Camino called me it was to do it alone. I was to be a journey inside.

When I started making friends, I felt guilty and feared that if I wasn’t introspective, the journey wouldn’t change me. At the same time, the spirit of group work and community that permeates the whole experience got to me and for the first few days, I was so grateful to meet so many incredible people and feel the kindness and unconditional love offered at every corner.

But by the end of the first week, I was overwhelmed and exhausted and had my confusion reflected back at me by the words of a masseur, making me realize that I was walking in the rhythm of the group and not listening to my body nor respecting my limitations. He helped me understand that I had gotten lost within the collective, forgetting about my own needs and priorities.

To cut a long story short, I reconnected with myself, stayed one day longer at that village to let my friends go and reset my rhythm, more aware of the experience.

I continued the journey separate from the group, but I was in no way alone.

There will always be interesting people with whom to share the walk, whenever it pleases you.

This is a constant exercise, my friends. We are after all social animals.

I am a person who appreciates connections and prioritizes the quality of those connections with others.

I try constantly not to get too immersed and lose track of my own individuality.

Lesson learned and exercise repeated regularly.

What about you? I’d love to hear you - Which tools do you use to identify if you’re being led by your real needs, by your fears or by external expectations?? Leave comments or send me a message, let’s make it a conversation.

=== Português:

Fato interessante de uma peregrinação é que é algo muito pessoal para cada pessoa que o faz – e a cada vez que se refaz. Durante o meu Caminho de Santiago de Compostela, aprendi que “não há UM caminho, mas o SEU caminho” – e para mim foi uma perfeita metáfora da vida.

À medida que caminhava experimentava desafios e pequenos milagres, da mesma forma que acontece ao longo da vida, porém de uma forma intensiva e condensada. Obstáculos, alegrias, tristezas, cansaço.

Essas experiências me ensinaram coisas muito valiosas e que no dia a dia não podia enxergar.

A primeira lição que aprendi foi lembrar de olhar para dentro e avaliar se o que estou fazendo é realmente o que preciso naquele momento, ou será que estou reagindo aos meus medos - ou respondendo às expectativas alheias?

Preciso contar aqui que, desde que me lembro, tive esse sonho de fazer o Caminho, e sempre quis fazer isso junto com alguém, mas quando o Caminho me chamou foi para fazer uma caminhada solo. Seria uma jornada ao meu “eu interior”.

No início da peregrinação, quando comecei a fazer amigos me senti culpada e temia que, se eu não tomasse uma postura introspectiva, a caminhada não me mudaria. Ao mesmo tempo, o espírito de trabalho em grupo e comunidade que permeia toda a experiência me pegou, e na primeira semana fiquei encantada em conhecer tantas pessoas incríveis e sentir a bondade e o amor incondicional oferecidos em cada momento.

Mas no final da primeira semana eu estava exausta e com as emoções à flor da pele. Foi quando tive minha confusão de sentimentos refletida de volta para mim pelas palavras de um massagista, o que me fez perceber que eu estava caminhando no ritmo do grupo e parei de escutar ao meu corpo nem respeitar minhas limitações. Naquele momento, ele me ajudou a entender que eu havia me perdido no coletivo, esquecido de minhas próprias necessidades e prioridades.

Para encurtar a história, eu me reconectei comigo mesma, fiquei mais um dia naquela aldeia para deixar meus amigos irem e retomar meu ritmo, mais consciente da experiência.

Segui o caminho sem o grupo que havia formado, mas não estive sozinha. Sempre que tenha vontade, há alguém com quem compartilhar a caminhada.

Este é um exercício constante, meus amigos. Afinal, somos animais sociais.

Eu sou uma pessoa que anseia e prioriza conexões - e qualidade nas conexões - com os outros.

Tento constantemente não ficar muito imersa e perder o contato com a minha própria individualidade. Lição aprendida e repetida regularmente.

E você? Eu adoraria te ouvir – Quais suas ferramentas para identificar se o que te guia são suas necessidades reais, seus medos ou expectativas externas? Deixe comentários ou envie mensagens, vamos fazer disso uma conversa.

=== Español:

Un dato interesante de una peregrinación es que, al realizarlo, se convierte en algo muy personal. Durante mi Camino de Santiago de Compostela, aprendí que “no hay UN camino, sino TU camino”, y para mí el Camino fue una metáfora perfecta de la vida.

Mientras caminaba experimenté desafíos y pequeños milagros, así como se pasa a lo largo de la vida, pero de forma intensiva y condensada. Obstáculos, alegrías, tristezas, cansancio.

Esas experiencias me enseñaran cosas muy valiosas.

La primera lección que aprendí ha sido acordarme a mirar adentro y evaluar si lo que estoy haciendo es realmente lo que necesito en ese momento, o si estoy reaccionando a mis miedos - ¿O quizás respondiendo a expectativas ajenas?

Tengo que aclarar que, desde siempre, tenía este sueño de hacer el Camino, y siempre quise hacerlo junto a alguien, pero cuando el Camino me llamó era para caminar sola, hacer un viaje a mi "yo interior".

Al comienzo de la peregrinación, cuando empecé a hacer amigos, me sentía culpable y temía que, si no tomaba una postura introspectiva, la peregrinación no me cambiaría. Al mismo tiempo, me encantó el espíritu de trabajo en grupo y comunidad que impregna toda la experiencia, y en la primera semana estuve contenta de conocer a tanta gente increíble y sentir la bondad y el amor incondicional que se ofrece en cada rincón.

Pero al final de la primera semana estaba agotada – física y emocionalmente. Fue entonces cuando tuve reflejada para mi toda esa confusión de pensamientos y sentimientos en las palabras de una masajista, lo que me hizo darme cuenta de que caminaba al ritmo del grupo y había dejado de escuchar a mi cuerpo y respetar mis limitaciones. Lo que pasó fue que me ayudó a comprender que me había perdido en el colectivo, olvidándome de mis propias necesidades y prioridades.

Para resumir, me reconecté conmigo misma, me quedé un día más en ese pueblo para dejar ir a mis amigos y retomar mi ritmo, más consciente de la experiencia.

Seguí el camino sin el grupo, pero no estaba solo.

Siempre que te apetezca, hay alguien con quien compartir el paseo.

Este es un ejercicio constante, amigos. Al final de cuentas, somos animales sociales.

Soy una persona que anhela y prioriza las conexiones - y la calidad de las conexiones - con los demás. Constantemente trato de no sumergirme demasiado y perder el contacto con mi propia individualidad. Lección aprendida, ejercicio repetido regularmente.

¿Y tú? ¿Qué herramientas utilizas para identificar si estás siendo guiado por tus necesidades reales, por tus miedos o por expectativas externas? Dejen comentarios o envíen mensajes, hagamos de esto una conversación.

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