• Dora de Almeida Prado

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===Eng


There was a time for acknowledging my own needs

and to differentiate them from external expectations.

There was a time for learning about surrender, faith, and hope.

Then, came the setbacks and limitations to put it all into proof.

And learn about acceptance.

Halfway was yet to come. So, I sat still for a moment, with my thoughts.

Wait and longing were both on my thoughts. With joy.

Joy of being alive and having faith in what was still to come.

Years later and my journaling from then fits perfectly with the moment again. Waiting.

Life in pause, waiting, expecting, anticipating.

The scenery is very different now, but the soul searching, the shift waiting to happen and the faith on the beauty of what’s to come, the confidence that love is all that is – they are all there again.

Never losing the grip on hope.

Faith and love nourishing every cell of my being.

The soul singing.

“Days went by, and years went by. She kept looking for her Soul. Every day, of every month, of every year.

And then, it was her life. Day by day a habit, the search.

Suddenly she realized that it was all about celebrating each day of being alive and living that life. That is her Soul. That is who she is.

Waiting. Always waiting.

Waiting for the sun to shine, for God to show her what her mission in life is.

Waiting for love to perform the biggest miracle in her Soul.

Feeling love. Being love.

Being loved. Loving. Waiting for love.

It’s very simple, actually – love is all there is. Love is all that is.”

What is steering your heart right now? Faith or anxiety? Surrender or fear?

====== Esp

Hubo un tiempo para reconocer mis propias necesidades

y diferenciarlas de las expectativas ajenas.

Hubo un tiempo para aprender sobre la entrega, la fe y la esperanza.

Luego vinieron los contratiempos y las limitaciones para ponerlo todo a prueba.

Y aprender sobre aceptación.

Todavía la mitad del camino estaba por llegar. Entonces, me quedé quieta por un momento, con mis pensamientos.

La espera y el anhelo estaban en mis pensamientos. Con alegría.

Alegría de estar viva y tener fe en lo que estaba por venir.

Años más tarde y mi diario del camino vuelve a encajar perfectamente con el momento actual. Esperando.

La vida en pausa, esperando, esperanzando, anticipando.

El escenario es muy diferente ahora, pero la introspección, el cambio esperando a suceder y la fe en la belleza de lo que está por venir, la confianza de que el amor es todo lo que es, todo está allí de nuevo.

Nunca perder la esperanza.

La fe y el amor alimentan cada célula de mi ser.

Mi alma cantando.

“Pasaron los días y pasaron los años. Ella siguió buscando su Alma. Todos los días, de todos los meses, de todos los años.

Y luego, fue era vida. Día a día un hábito, la búsqueda.

De repente, se dio cuenta de que se trataba de celebrar cada día por estar viva y por vivir esa vida. Esa es su Alma. Eso es lo que ella es.

Esperando. Siempre esperando.

Esperando que brille el sol, que Dios le muestre cuál es su misión en la vida.

Esperando que el amor realice el mayor milagro en su Alma.

Sintir amor. Ser amor.

Ser amada. Amar. Esperando al amor.

En realidad, es muy simple: el amor es todo lo que hay. El amor es todo lo que es."

¿Qué está dirigiendo tu corazón en este momento? ¿Fe o ansiedad? ¿Rendición o miedo?

==== Port

Houve um tempo para reconhecer minhas próprias necessidades

e diferenciá-las das expectativas alheias.

Houve um tempo para aprender sobre entrega, fé e esperança.

Então, vieram os contratempos e limitações para colocar tudo à prova.

E aprender sobre aceitação.

A metade do caminho ainda estava por vir. Então, aquietei por um momento, só com meus pensamentos.

Espera e anseio estavam em meus pensamentos. Com alegria.

Alegria de estar viva e ter fé no que ainda estava por vir.

Anos depois, meu diário da caminhada se encaixa perfeitamente com o momento novamente. Espera.

A vida em pausa, espera, expectativa, antecipação.

O cenário é muito diferente agora, mas a busca da alma, a mudança pronta a acontecer e a fé na beleza do que está por vir, a confiança de que o amor é tudo o que existe - estão todos lá novamente.

Nunca perdendo a esperança.

Fé e amor nutrindo cada célula do meu ser.

A alma cantando.

“Dias se passaram e anos se passaram. Ela continuava procurando por sua Alma. Todos os dias, de todos os meses, de todos os anos.

E então, era essa sua vida. Dia a dia um hábito, a busca.

De repente, ela percebeu que era tudo uma questão de comemorar cada dia por estar viva e pro viver essa vida. Essa é a sua alma. Isso é quem ela é.

Esperando. Sempre esperando.

Esperando que o sol brilhe, que Deus lhe mostre qual é a sua missão na vida.

Esperando que o amor faça o maior milagre na sua alma.

Sentir amor. Ser amor.

Ser amado. Amar. Esperar pelo amor.

É muito simples, na verdade - o amor é tudo que há. O amor é tudo o que é.”

O que está dirigindo seu coração agora? Fé ou ansiedade? Entrega ou medo?

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En/ Port / Esp

Setbacks and limitations – what beautiful lessons they teach us. There was a stretch of Camino to teach me about it, too.

My body is not a machine. I cannot endure for more than 28km a day. When it is a steep walk, even less than that. My feet hurt, I get hungry and cranky. Carrying a rucksack is very damaging for my right shoulder specifically. It’s extremely hot. I must stop. I need a bit of privacy; dormitories are not helping me relax and recharge. I will not have reached Santiago de Compostela by the final date like this.

I used to get mad at my body for being achy, tired, weak. I wasn’t very kind to myself on my thoughts.

I was very frustrated with the setbacks and fearful that I was doing something wrong.

The beauty of a pilgrimage is that there is nothing else you need to do, just that. Nowhere else you need to be, no one else you need to tend to, get in touch with or please. So, you become very aware of yourself, your thoughts, your sensations, your feelings.

And that’s when I started to accept who I am.

All of it, my limitations, my boundaries, my expectations and frustrations.

I started to accept that I needed help and was going to send my backpack forward when I needed; that I needed to reroute and cut a piece of the way by bus.

That sometimes I did need a night in a nicer accommodation, on my own, with ensuite, real beddings and towels.

There is nothing shameful about any of that.

That’s when the magic happened: I wasn’t mad at myself anymore. I was in peace to enjoy the walk.

I apply this learning to my everyday life now.

What about you, how do you deal with setbacks and limitations?

=== Port

Contratempos e limitações - que belas lições nos ensinam.

Houve um trecho do Camino para me ensinar sobre isso também.

Meu corpo não é uma máquina. Não consigo suportar mais de 28km por dia. Quando é uma caminhada íngreme, menos ainda. Meus pés doem, fico com fome e irritadiça. Meu ombro direito sofre por carregar a mochila. Está extremamente quente. Não aguento mais. Preciso de um pouco de privacidade; os dormitórios não me ajudam a relaxar e recarregar as baterias. Dessa forma não terei chegado a Santiago de Compostela na data final.

Eu costumava ficar com raiva do meu corpo por estar dolorido, cansado, fraco. Não fui muito gentil comigo mesma em meus pensamentos.

Fiquei muito frustrada com os contratempos e com medo de estar fazendo a coisa errada.

A beleza de uma peregrinação é que não há mais nada que você precise fazer, apenas isso. Não precisa estar em nenhum outro lugar, ninguém mais para cuidar, entrar em contato ou agradar. É então que você se torna muito consciente de si mesmo, seus pensamentos, suas sensações, seus sentimentos.

E foi aí que comecei a aceitar quem eu sou.

Todo meu ser, minhas limitações, meus limites, minhas expectativas e frustrações.

Comecei a aceitar que precisava de ajuda e que enviaria minha mochila adiante quando necessário; que eu precisava repensar a rota e cortar um pedaço do caminho de ônibus.

Aceitei que às vezes eu precisava de uma noite em uma acomodação melhor, sozinha, com banheiro, roupas de cama de verdade e toalhas.

Não há nada de vergonhoso nisso.

Foi quando a mágica aconteceu: eu não estava mais com raiva de mim mesma. Fiquei em paz para aproveitar a caminhada.

E a partir de então venho aplicando esse aprendizado em minha vida cotidiana.

E você, como lida com contratempos e limitações?

== Esp

Retrocesos y limitaciones: qué hermosas lecciones nos enseñan.

Hubo un tramo de Camino para enseñarme sobre eso también.

Mi cuerpo no es una máquina. No puedo recorrer más de 28 km al día. Cuando es una caminata empinada, aún menos. Me duelen los pies, tengo hambre e irritabilidad. Mi hombro derecho sufre por llevar la mochila. Hace mucho calor. No puedo soportar. Necesito un poco de privacidad; los dormitorios no me ayudan a relajarme ni a recargar las pilas. De esa forma no habré llegado a Santiago de Compostela en la fecha final.

Solía ​​enojarme con mi cuerpo por estar adolorido, cansado, débil. No fui muy amable conmigo mismo en mis pensamientos.

Estaba muy frustrada con los contratiempos y temía estar haciendo algo malo.

La belleza de una peregrinación es que no hay nada más que deba hacer, solo eso. No necesitas estar en ningún otro lugar, nadie más a quien le importe, a ponte en contacto o por agradar. Es cuando te vuelves muy consciente de ti mismo, tus pensamientos, tus sensaciones, tus sentimientos.

Y fue entonces cuando comencé a aceptar quién soy.

Todo mi ser, mis limitaciones, mis límites, mis expectativas y frustraciones.

Empecé a aceptar que necesitaba ayuda y que enviaría mi mochila cuando fuera necesario; que necesitaba repensar la ruta y cortar un trozo de la ruta en autobús.

Acepté que a veces necesitaba una noche en un alojamiento mejor, sola, con baño privado, ropa de cama y toallas de verdad.

No hay nada de vergonzoso en escuchar a tu cuerpo y atenderlo.

Fue entonces cuando me pasó la magia: ya no estaba enojada conmigo misma. Estaba en paz para disfrutar del paseo.

Y desde entonces he estado aplicando este aprendizaje a mi vida diaria.

Y tú, ¿Cómo afrontas los contratiempos y las limitaciones en la vida?


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  • Dora de Almeida Prado

Port/Esp / En

"Walk Relaxed, not Stiff" / "Caminha relaxada, não rígida"


“Camina Relajada, ¡no dura!”

(Caminha relaxada, não rígida!)

Foi o mago do Caminho quem me alertou.

A dor vem da dureza,

E o que é flexível não se quebra facilmente.

Andar contra a ventania

Requer mais força

Nadar a favor da maré

Descansa e renova.

Num dia de caminhada, quando meus joelhos doíam, parei à sombra da tenda do mago e tirei as botas por um instante.

Ao se aproximar de mim com um perfumado café, apontou para minha joelheira e perguntou “tem dor no joelho?”, respondi que sim, e também no quadril.

“¿Crees en la magia del Camino?” ¡Sí! “¿Y te fías de mí?” (confía em mim?) Pues…¡Sí!

Sentando-se à minha frente, pede que tire a joelheira, relaxe “Mirame en los ojos e relajate. Relajate.”

Olho através de seus óculos no fundo dos olhos verdes. Ele pega minhas mãos, sente meu pulso. Coloca as mãos na minha cabeça, com os polegares fecha meus olhos, depois pressiona minhas têmporas “Relajate” – gira minha cabeça para um lado e para o outro. “Despiertate, ¡Despiertate!” abro os olhos e ele me manda calçar as botas e caminhar “Camina relajada, no dura!”.

Fui sentindo meu corpo, relaxando onde antes tensionava – e a dor se havia ido.

Na metáfora da vida, foi quando me dei conta que a necessidade de ser correta, justa e boa, também me torna rígida. E controlar o incontrolável só traz resistência, dor e dificuldades.

É na entrega – uma entrega atenta e consciente, porém entregue; aceitando o que é e o que pode vir - que as coisas acontecem da melhor forma.

A entrega é um ato de fé aliada a esperança.

Quando se confia em uma força maior, uma força invisível, que faz com que as coisas se encaixem e aconteçam da melhor forma e na hora certa, deixamos de controlar tanto e aceitamos que nem sempre sabemos o que é o melhor que pode nos acontecer.

Podemos olhar a questão pelo lado da razão também, e ver que controle reflete uma resistência ao desconhecido, um medo muitas vezes inconsciente e gera necessariamente rejeição a ideias, caminhos, experiências e tantas outras coisas maravilhosas que o acaso pode nos presentear. Mas quem quer falar de razão quando pode sentir e se emocionar?

“¡Relajate, Camina relajata!” E acredite na magia da vida, essa foi minha linda lição neste trecho do Caminho.

Quero saber de vocês – a vida acontece de forma mais prazerosa quando estão no controle de cada curva dela, ou quando se entregam a ela?

-------- Español

"Camina Relajada, ¡no dura!"

Fue el mago del Camino quien me alertó.

El dolor viene de la dureza

Y lo flexible no se rompe fácilmente.

Caminar contra el viento

Requiere más fuerza

Nadar con la marea

Descansa y te hace renovado.

En un día de caminata, cuando me dolían las rodillas, me detuve a la sombra de la tienda del mago y me quité las botas por un momento.

Cuando se me acercó con un café aromático, me señaló la rodillera y me preguntó: “¿Tiene dolor de rodilla?”, Le dije que sí, y también en la cadera.

"¿Crees en la magia del Camino?" ¡Si! "¿Y te fías de mí?" Pues… ¡Sí!

Colocándose frente a mí, me pidió que me quitara la rodillera y me relajase “Mírame en los ojos y relájate. Relájate. " Miro a través de sus lentes profundamente en sus ojos verdes. Entonces toma mis manos, siente mi pulso. Pon sus manos sobre mi cabeza, con los pulgares cierra mis ojos, luego presiona mis sienes "Relájate" - gira mi cabeza de un lado a otro. "Despiértate, ¡Despiértate!" Abro los ojos y me dice que me ponga las botas y camine

“Camina relajada, ¡no dura!”.

Sentía mi cuerpo, relajándome donde solía tensarme, y el dolor se había ido.

En la metáfora de la vida, ahí fue cuando me di cuenta de que la necesidad de ser correcto, justo y bueno, también nos pone rígido. Y controlar lo incontrolable solo trae resistencias, dolores y dificultades.

Es en la entrega - una entrega atenta y consciente, pero entregada; en aceptar lo que es y lo que puede venir - que las cosas pueden suceder de la mejor manera.

La entrega es un acto de fe mezclado a la esperanza.

Cuando confiamos en una fuerza mayor, una fuerza invisible, que hace con que las cosas encajen y sucedan de la mejor manera y en el momento adecuado, entonces dejamos de controlar tanto y aceptamos que ni siempre sabemos qué es lo mejor que nos puede pasar.

También podemos mirar el tema desde la razón, y ver que el control refleja una resistencia a lo desconocido, un miedo a menudo inconsciente y que necesariamente genera un rechazo de ideas, caminos, experiencias y tantas otras cosas maravillosas que el azar puede presentarnos. Pero, ¿quién quiere hablar de la razón cuando se puede sentir y conmoverse?

"¡Relájate, Camina, relájate!" Y creer en la magia de la vida, esa fue mi hermosa lección en esta parte del Camino.

Quiero saber sobre ti: ¿la vida es más placentera cuando controlas cada curva de ella o cuando te rindes a ella?

-------------- English:

“Camina Relajada, ¡no dura!”

(Walk relaxed, not stiff!)

It was the wizard of the Camino who told me.

Pain comes from stiffness

That which is flexible will not be easily broken

To walk against the wind

Requires much more strength

To swim with the tide

Allows for rest and renewal

During a hiking day, when my knees were particularly sore, I stopped by the shade of the wizard's tent and took my boots off for a moment.

As he approached me with a fragrant coffee, he pointed at my knee brace and asked, “Does your knee hurt?”, I said yes, and also in my hip, to be honest.

"Do you believe in the magic of the Camino?" Yes, I said. "Do you trust me?" Well… I do!

Placing himself seated in front of me, he asks me to remove the knee brace, relax “Look into my eyes and relax. Relax.”

I stared through his glasses deep into his green eyes.

He then takes my hands, feels my pulse. Rests his hands on my head, with his thumbs he closes my eyes, then pressess my temples "Relax" - turns my head to one side, then to the other. “Wake-up, Wake-up!” I open my eyes and he tells me to put on my boots and walk “Walk relaxed, not stiff!”.

I started feeling my whole body, relaxing where there was tension - and the pain was really gone.

In the metaphor of life, that's when I realized that the need to be correct, just and good, also makes us rigid. And that controlling the uncontrollable only brings resistance, pain and difficulties.

It is by surrendering - an attentive and conscious surrender, but completely surrendered; and accepting what is and what can come - that things happen in the best way.

To surrender is an act of faith coupled with hope.

When we trust on a greater force, an invisible one, that makes things fall into place and happen in the best way, at the right time for us, that´s when we stop controlling so much and accept that we don't always know what is the best that can happen to us.

We can look at this issue from the standpoint of reason as well, and see that being controlling will always reflect resistance to the unknown, often unconscious, and it no doubt generates a rejection of ideas, paths, experiences and so many other wonderful things that chance can gift us with.

But who wants to talk about reason when one can feel and be moved by it?

“Relax, walk relaxed!” And believe in the magic of life. That was my beautiful lesson in this part of the Camino de Santiago de Compostela.

I would love to hear from you - does life happen more pleasurably when you are in control of every curve of it, or when you surrender to it?


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